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Galactosemia

Informações básicas

Enzimas são proteínas especiais que auxiliam o organismo a digerir alimentos e a obter energia, entre outras funções. Alimentos como leite e produtos lácteos são os alimentos com maiores quantidades do açúcar lactose , que é metabolizado em açúcares menores – chamados de simples – por um conjunto de enzimas.
Entre os açúcares obtidos da lactose está a galactose, presente no leite de todos os mamíferos e em pequenas quantidades em algumas frutas (uva, figo,ameixa), vegetais (mamão, tomate) e no mel, entre outras.

A galactosemia é uma condição hereditária em que o organismo não consegue metabolizar adequadamente a galactose devido à deficiência de uma dessas enzimas. Como consequência, a galactose e substâncias tóxicas dela derivadas podem se acumular no sangue, causando danos a tecidos e órgãos.

Essa condição pode se manifestar sob diferentes formas, dependendo da enzima afetada no processo metabólico. Embora compartilhem o mesmo mecanismo geral, as variantes apresentam diferenças importantes quanto à gravidade, início dos sintomas, evolução clínica e necessidade de tratamento.
As principais formas de galactosemia são:

Causada pela deficiência da enzima galactose-1-fosfato uridiltransferase, responsável por uma etapa central no metabolismo da galactose. É a forma mais grave e mais frequente da doença, com acúmulo significativo de metabólitos tóxicos no organismo. Está diretamente associada às manifestações sistêmicas mais intensas e é a principal forma incluída nos programas de triagem neonatal.

Decorre da deficiência da enzima galactoquinase, que atua na etapa inicial da metabolização da galactose. A alteração leva ao acúmulo de galactose e sua conversão em galactitol, especialmente em tecidos como o cristalino. É considerada uma forma mais restrita do ponto de vista metabólico, com menor impacto sistêmico em comparação à forma clássica.

Resulta da deficiência da enzima UDP-galactose-4-epimerase, que atua em etapas posteriores do metabolismo da galactose e também participa de vias metabólicas relacionadas a outros açúcares. Apresenta grande variabilidade bioquímica e clínica, podendo envolver desde alterações limitadas a certos tecidos até comprometimento metabólico mais amplo.

Associada à deficiência da enzima galactose mutarotase, responsável pela conversão entre formas estruturais da galactose necessárias para sua metabolização. É uma forma recentemente descrita, ainda em investigação, com impacto metabólico considerado mais limitado quando comparado às demais variantes.

Também conhecida como:

  • Galactosemia
  • Defeitos do metabolismo da galactose

Tipo de condição:

Doença metabólica hereditária

Frequência:

GALT: ocorre em aproximadamente 1 em cada 30.000 a 60.000 nascimentos vivos

GALK: estimada entre 1 em 100.000 a 1.000.000 nascimentos vivos, variando conforme a população

GALE: rara, com frequência variável e possivelmente subdiagnosticada, especialmente em suas formas leves

GALM: extremamente rara, com poucos casos descritos na literatura.

Todas têm freqüência desconhecida no Brasil.

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