Pular para o conteúdo principal

NUPAD

Fenilcetonúria

Informações básicas

A fenilcetonúria, também conhecida pela sigla PKU, é uma doença hereditária, significando que a pessoa já nasce com ela. Ela é herdada tanto do pai quanto da mãe, que são portadores de uma mutação no gene que causa a doença, ou ambos possuem a condição.

A fenilcetonúria é causada quando o fígado não transforma o aminoácido – pequeno pedaço que forma a proteína – fenilalanina em tirosina, outro aminoácido. Isso faz com que a quantidade de fenilalanina aumente em todo o corpo, inclusive no cérebro.

A fenilalanina existe em grande quantidade nos alimentos de origem animal como, por exemplo, carnes, ovos e leite, mas também em alguns de origem vegetal como feijão, soja, trigo, entre outros.

Quando a quantidade de fenilalanina passa de determinado nível, ela causa lesões no cérebro e a pessoa torna-se doente. Depois de alterado, o cérebro não volta mais ao normal, mesmo com tratamento – que, mesmo assim, ainda deve ser feito.

Durante a gestação, enquanto a criança está no útero, o organismo da mãe faz a transformação da fenilalanina em tirosina. Desse modo, os níveis necessários e adequados de fenilalanina são mantidos no sangue e no cérebro do feto.

Por isso, a pessoa com fenilcetonúria nasce sem qualquer manifestação da doença, que só será percebida meses depois do nascimento – em geral entre os três e seis meses de vida.

Quando a doença se torna aparente, significa que já existem lesões no cérebro. A gravidade dessas lesões vai depender da idade de início dos sintomas.

Para evitar que isso aconteça, é necessário fazer o diagnóstico precoce, antes das manifestações da doença. A triagem neonatal, feito no tempo certo, possibilita esse diagnóstico. Após confirmada a doença, é essencial que o tratamento seja iniciado, de modo que não aconteçam novas lesões.

O tratamento deve ser feito durante toda a vida da pessoa, com acompanhamento adequado e específico, garantido pelo SUS, por meio do Programa de Triagem Neonatal de Minas Gerais (PTN-MG). Mesmo com apresentação das lesões, o tratamento traz benefícios importantes.

Os exames da triagem neonatal podem apontar um aumento na fenilalanina, mas isso não significa necessariamente que a pessoa tenha a condição, mas sim, uma hiperfenilalaninemia.

Essas outras hiperfenilalaninemias são condições genéticas que resultam no acúmulo de fenilalanina no sangue, mas que não se encaixam no diagnóstico clássico de fenilcetonúria, podendo ser mais leves ou ter causas diferentes.

Entre elas, se incluem:

  • Hiperfenilalaninemia Transitória (HPT): condição que acontece de forma temporária, e deve ser acompanhada por equipe especializada, tendo alta após a regulagem da fenilalanina.
  • Hiperfenilalaninemia Persistente Não-fenilcetonúrica (HP-não PKU): acontece quando os resultados em níveis de fenilalanina são mais baixos, tendo um risco menor de deficiência intelectual.
  • Deficiências de cofatores: acontece quando a hiperfenilalaninemia é causada por problemas na síntese ou reciclagem de uma substância que ajuda as enzimas, a tetrahidrobiopterina (BH4), exigindo tratamento especial.

É importante lembrar que a triagem neonatal faz o diagnóstico para alterações nos níveis de fenilalanina, e essas e outras formas de hiperfenilalaninemias são diagnosticadas com exames confirmatórios.

Também conhecida como:

  • PKU

Tipo de condição:

Congênita, genética e hereditária.

Frequência:

Em torno de 1:21.000 recém-nascidos (RNs) vivos em Minas Gerais (1 RN diagnosticado para cada 21.000 RN triados) em Minas Gerais. Varia de 1:15.000 a 1:25.000 RNs vivos no Brasil como um todo.

Acessar o conteúdo
NUPAD
Visão geral da privacidade

Este site utiliza cookies para que possamos oferecer a você a melhor experiência de usuário possível. As informações são armazenadas no seu navegador e realizam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.