Homocistinúria Clássica
Informações básicas
A homocistinúria clássica, também conhecida pela sigla HCU, é uma doença em que o corpo é incapaz de decompor – ou transformar, metabolizar – certos aminoácidos. Aminoácidos são as menores substâncias que, quando unidas, formam as proteínas. Quando comemos, as proteínas ingeridas são decompostas por substâncias chamadas de enzimas, em vários aminoácidos. Enzimas são estruturas que têem várias funções no organismo, entre elas, a digestão dos alimentos e a conversão dos aminoácidos em outras substâncias para serem usadas pelo organismo.
Nas pessoas com HCU, a enzima responsável pela transformação do aminoácido metionina e homocisteína não funciona corretamente. Neste caso, a enzima que não funciona é a cistationina beta-sintase (CBS).
Sem a CBS funcionando adequadamente há acúmulo dos dois aminoácidos metionina e homocisteína, e, consequente, elevação dos níveis de metionina e homocisteína no corpo. Essas concentrações (ou níveis) elevadas são tóxicas ao organismo.
A pessoa com homocistinúria clássica não tratada pode desenvolver dificuldades de comportamento, problemas de aprendizagem ou deficiência intelectual. Com o tratamento precoce, estes problemas podem não se manifestar totalmente ou o fazem de maneira mais leve, permitindo uma vida saudável ou bem próxima dela.
A homocistinúria clássica pode ser suspeitada pel exame de triagem neonatal, também conhecido como “teste do pezinho”. Ao possibilitar o diagnóstico precoce, o tratamento pode ser iniciado de forma imediata, melhorando a qualidade de vida da pessoa com a doença.
Também conhecida como:
- HCU
Tipo de condição:
Erro inato do metabolismo dos aminoácidos
Frequência:
Um a cada 200.000 a 300.000 nascidos vivos nos EUA. Desconhecida no Brasil.
Em geral, os sinais e sintomas da HCU são bastante diversos e a doença tem ampla variação na idade de início mas geralmente aparecem entre um e três anos de idade.. Os principais incluem crescimento deficiente, dificuldade para ganhar peso, atraso no desenvolvimento, dificuldades de comportamento, fraqueza muscular, pele e cabelos pálidos, convulsões.
Ressalte-se que a atividade da enzima é dependente vitaminas do complexo B, como a piridoxina e a existência de alterações nas suas concentrações a doença pode se manifestar, em geral, de forma mais branda.
Antes do início do tratamento, propriamente dito, é preciso testar se o paciente é responsivo – ou parcialmente responsivo – ao uso da piridoxina. Depois de realizado o teste, tem início o tratamento dietético, caso necessário.
Com tratamento precoce e contínuo, crianças com homocistinúria podem ter crescimento e desenvolvimento saudáveis. O tratamento também pode reduzir o risco de formação de coágulos sanguíneos, problemas de visão, doenças cardíacas e AVCs.
A HCU é de origem genética autossômica recessiva, significando que, para que ela se manifeste, dois genes com defeito devem ser herdados pela pessoa afetada. Uma cópia de cada um dos pais.
Pessoas que apresentam apenas um gene afetado não manifestam a doença.